“Se a revolução tem uma cor, o cartaz tem um rosto e uma voz: mostra e diz. Mesmo inacabado, o seu rosto faz-se conhecido e a voz expressa-se na aliança fulminante entre o verbo e a vista.”
Orlando da Costa
| Vieira da Silva (1) |
| Vieira da Silva (3) |
| Vieira da Silva (2) |
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“Seria somente com o 25 de Abril de 1974 e com tudo o que ele significou ao nível da aboliçãom da censura, da liberdade de expressão e da consequente explosão de toda uma série de manifestações até aí reprimidas, que estes movimentos encontrariam expressão, já envelhecida, porém, de 30 anos. Viveram-se, então, momentos únicos em que o entusiasmo popular se traduziu em manifestações espontâneas, cuja expressão plástica se concretizou numa vasta produção de grafitti, murais e cartazes, formas de expressão de impacto imediato que transfiguraram a imagem das cidades com vagas de cor e de movimento, numa verdadeira subversão cos cânones estéticos do regime que findara.
[… ]
O cartaz, enquanto instrumento de acção política, foi um dos campos privilegiados desta intervenção. Dos cartazes assinados, destaca-se a visão eminentemente pictórica de Vieira da Silva, oscilando entre um regime figurativo [uma árvorte com frutos (1) e uma multidão que desfila na rua (2)] e um outro registo, abstraccionista, no qual este último tema é transfigurado até aos limites da identificação possível (3). Esta notável composição, através da qual a pintora conjuga a tridimensionalidade com o abstraccionismo plenamente assumido, é extraordinariamente importante, não pela eficácia em termos mediáticos, dado que sobrepõe a visão pictórica à cartazística, mas pelo registo erudito. [… ]”
Anabela Carvalho, … et al.
In A cor da revolução, catálogo para a Exposição apresentada no Ministério das Finanças pela Sociedade Lisboa 94, de 25 de Abril a 30 de Junho de 1994
Estes e outros documentos encontram-se disponíveis na Biblioteca e expostos na vitrine do seu átrio.
Para além de cartazes do 25 de Abril, poesias alusivas ao tema, livros e revistas, podem descobrir-se memórias em texto e imagem de professores e assistentes operacionais da Escola.
No átrio principal da Escola está patente uma exposição cedida pela Biblioteca Municipal que se intitula “Poema: um lugar de Liberdade”. Estão aí expostos também trabalhos elaborados pelos alunos dos Cursos EFA da nossa Escola.
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