O objectivo desta iniciativa é oferecer mais oportunidades para estimular a reflexão pessoal, o pensamento crítico e o debate de ideias. Este ano a celebração tem um sentido acrescido porque 2010 é também o Ano internacional para a aproximação das culturas.

Como sugestão de leitura nos vários documentos disponíveis na Biblioteca Escolar aqui recordo um texto de Antero de Quental (1842-1891), poeta e filósofo do século XIX, membro da chamada Geração de 70,também amigo de Jaime Batalha Reis (1847-1935), que lhe ofereceu uns dias de repouso na casa junto à praia de Santa Cruz.
“(… ) O progresso da humanidade é pois essencialmente um facto de ordem moral: a obra tão maravilhosamente começada pelo inconsciente só pela consciência podia ser levada a cabo. Tendo o seu ponto de partida na pura animalidade, na esfera da paixão e do instinto, a humanidade substitui gradualmente, à medida que se revela a si mesma na sua natureza e no seu fim, àqueles impulsos originários energias espirituais, elementos cada vez mais ricos e puros, desentranhados dessa esfera racional em que vai penetrando, e o direito, intérprete da razão na sociedade, é a lei desse mundo novo que surge. O progresso pressupõe o acto constante daquelas energias: sem o esforço sempre renovado do pensamento para a razão, da vontade para a justiça, de todo o ser social para o ideal e a liberdade, o caminho andado escorrega debaixo dos pés e a animalidade toma outra vez posse do terreno onde o espírito, adormecendo, não soube manter-se. (… )”
Antero de Quental, Tendências gerais da filosofia na segunda metade do século XIX, editado em 1890, disponível na edição da Lisboa Editora, 1995, p. 91-92
É habitual considerar a Grécia clássica como o berço da filosofia ocidental, em particular a partir do século V a.C., pela intervenção de personalidades como Sócrates, Platão e Aristóteles, … entre muitas outras, embora a origem da palavra se atribua a Pitágoras, um “pré-socrático", que resumiu nessa palavra filosofia duas palavras / ideias: amar, gostar, ser curioso, ser amante, amador (filos) e saber, conhecimento, sabedoria (sofia). E a nova palavra
em grego começa com um F/f grego, isto é, Φ / φ, e muitas vezes esta letra grega aparece como abreviatura ou símbolo ou logótipo de filosofia, como se pode observar no cartaz da UNESCO para a celebração deste dia:
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