[[Ficheiro:Albert Camus, gagnant de prix Nobel, portrait en buste, posé au bureau, faisant face à gauche, cigarette de tabagisme.jpgthumbLegenda]] Albert Camus nasceu a 7 de Novembro de 1913 em Mondovi, na Argélia (então colónia francesa no norte de África por invasão a 5 de Julho de 1830, tornou-se um país independente a 3 de Julho de 1962), jornalista e escritor francês, autor de obras de teatro e de romance como O estrangeiro ou O mito de Sísifo (ambos publicados em 1942), O homem revoltado (1951) onde afirmou “Eu revolto-me; portanto existo” ou A queda (1956). Morreu em 1960, num acidente de automóvel.


Em 1957 recebeu o Prémio Nobel da Literatura por ter feito “luz, com uma seriedade penetrante, sobre os problemas que, hoje em dia, se colocam à consciência dos homens” afirmou a Academia Sueca. "The Nobel Prize in Literature 1957". Nobelprize.org. 6 Nov 2010 http://nobelprize.org/nobel_prizes/literature/laureates/1957/
Embora a palavra ‘absurdo’ aparece em português no século XVI, a partir de uma palavra latina, (cfr. Dicionário Houaiss) mas a nossa cultura contemporânea inventou novos significados para ela:“Absurdo foi o termo usado por Anatole France (1844-1924, escritor francês) quando ouviu falar do universo de Einstein, e a palavra começou a ser usada cada vez mais frequentemente a propósito do funcionamento do estado e a sociedade do pós-guerra. Também durante esses anos, uma filosofia ao mesmo tempo técnica e popular fez do Absurdo uma definição da existência humana, desse modo gerando um “teatro do absurdo” e provocando alterações aparentadas em outros géneros literários. O que é que a palavra sugere exactamente? Etimologicamente, implica “que não é para se ouvir”; o uso corrente acrescenta: ilógico, claramente não verdadeiro, desprezivelmente errado, contrário ao senso comum e risível.
“Mas poucos risos se ouvem desses filósofos ou de pessoas que se encontram numa “situação absurda” causada pelos costumes da sociedade contemporânea. Absurdo nesse contexto significa mal-entendidos e arranjos autodestrutivos. (… )
“O absurdo filosófico denota algo de uma ordem diferente: um estado de espírito sobre as condições da vida como tal. Esse estado natural, de acordo com o que se acredita, é a angústia, “Angst”. Na sua primeira formulação pelo teólogo dinamarquês Sören Kierkegaard (1813-1855), era uma ansiedade religiosa. (… )
“O século XX traduziu esta intuição na visão ateísta do existencialismo. O homem, muito simplesmente, está aqui; tem de fazer o que pode de um universo que nem sequer é hostil, mas estranho e incerto. Nunca lhe é dado um propósito ou uma missão; ele tem de os descobrir por si mesmo, sabendo que a sua concretização não tem justificação ou recompensa externa - uma situação totalmente absurda. (… )
Os escritores e dramaturgos não ficavam atrás. Com o objectivo de rejeitar o “realismo”, que eles viam como uma falsa frente (… ) criaram os vários tipos de absurdo literário: o teatro com esse nome (… ) e a teoria e ilustração da mesma ética nova nos romances de Albert Camus e de uma quantidade de novos talentos. …)”
In Jacques Barzun, Da alvorada à decadência : de 1500 à actualidade : 500 anos de vida cultural do ocidente, Lisboa, Gradiva, 2003, 1ª ed, p. 725-726
"O ensaio de Albert Camus publicado em 1942 - O mito de Sísifo - um ensaio sobre o absurdo - recorre à mitologia clássica para defender que todo o esforço humano é inútil, chamando a atenção para a insuficiência dos processos da razão na compreensão do problema do sentido. Nesse livro escreve logo no início: “Julgar se a vida merece ou não ser vivida equivale a responder à questão fundamental da filosofia.”in Carlos Amorim e Catarina Pires, Percursos - Filosofia 11º ano, livro do professor, Areal Editores, p. 270-271
Para conhecer com pormenor o mito se Sísifo a que se refere a obra de Camus podemos consultar com proveito dois dicionários sobre mitologia clássica grega , disponíveis na Biblioteca.
Na Biblioteca escolar podemos esse mesmo livro O mito de Sísifo : ensaio sobre o absurdo : inclui um "Estudo sobre Franz Kafka" e um "Estudo de Liselotte Richter", com tradução de Urbano Tavares Rodrigues e Ana de Freitas,
Ou Primeiros cadernos, com apresentação e tradução de António Quadros, e ainda Escritos de juventude : cadernos Albert Camus II, com um ensaio de Paul Viallaneix sobre "O primeiro Camus" ; e tradução de José Carlos Gonzalez,
No romance temos
A peste, na tradução de Ersílio Cardoso, e O estrangeiro : texto integral, Albert Camus ; com uma introdução de Jean-Paul Sartre ; tradução de António Quadros ; introdução traduzida por Rogério Fernandes,No teatro encontramos as peças

Os justos : teatro, Albert Camus ; prefácio e tradução de António Quadros e

Podemos aproveitar para ir à enciclopédia Logos (artigos absurdo, existencialismo), aos livros de ‘História da Filosofia’ do século XX
ou ler os artigos sobre A. Camus nas revistas: Grande reportagem [116], de Novembro de 2000, dir. Miguel Sousa Tavares, e ainda o Jornal de letras, artes e ideias [986] de 16 a 29 de Julho de 2008, dir. José Carlos de Vasconcelos.
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