terça-feira, 2 de junho de 2015

Autor do mês (março) - Luis Sepúlveda

 
Nascido a 4 de outubro de 1949, Luis Sepúlveda é um escritor chileno que desde muito jovem se entregou à escrita.

Com a publicação de Crónicas de Pedro Nadie, em 1969, recebeu o Prémio Literário da Casa das Américas. Em 1970 obteve o diploma em Encenação Teatral, atividade que começou a exercer, dedicando-se também à política, à direção de uma cooperativa agrícola e à locução de programas de rádio.
Com a chegada ao poder do ditador Augusto Pinochet, foi preso e julgado por um tribunal militar em fevereiro de 1975, e acusado de traição à pátria, entre outros crimes. Escapou à pena de morte, mas foi condenado a vinte e oito anos de cadeia. Encarcerado em Temulo, estabelecimento prisional político, conviveu com alguns dos mais de trezentos professores universitários que Pinochet mandara prender. Em 1977, graças à Amnistia Internacional, a sua pena foi reduzida para oito anos de exílio na Suécia.

Em 1989 publicou o seu primeiro romance, O Velho que lia Romances de Amor, um sucesso imediato e internacional, tendo sido traduzido para cerca de trinta e cinco línguas. Dedicou a obra a um amigo assassinado pelo regime do ditador chileno.

Depois de dezasseis anos de exílio, foi autorizado a regressar ao Chile e publicou obras como Mundo no Fim do Mundo, Patagónia Express, Diário de um Killer Sentimental, História de uma Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar, Encontro de Amor num País em Guerra, As Rosas de Atacama.

Em 2008, o escritor regressa à ficção com A Lâmpada de Aladino.

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